[Colombia] Declaraciones del Paro Campesino y Denuncias de Violaciones a los Derechos Humanos

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Comunicado MIA DDHH 31-08

Comunicado Movimentos sociais e politicos da Colômbia

Comunicado oficial Marcha Patriótica agosto 30

Solidaridad con Hubert-MMP-BR 04-09

 

Sábado, 31 de agosto de 2013

 

A COMISSÃO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DA MESA NACIONAL AGROPECUÁRIA E POPULAR DE INTERLOCUÇÃO E ACORDO – MIA

 

COMUNICA

 

Durante 12 dias os diferentes setores agrários e populares que têm confluído nas Jornadas Nacionais de Protestos e Greves Indefinidas, têm se mobilizado em diversas regiões do território nacional com o intuito de expressar seu descontentamento social perante a desigualdade social e econômica na área rural e nas cidades, isso vai ficando mais evidente com a ascensão das lutas sociais do povo colombiano; suas justas demandas têm sido invisibilizadas pelo governo nacional que, em vez de procurar cenários de diálogo e de interlocução, tem acionado uma maquinaria de guerra contra o povo colombiano através do ESMAD (Esquadrão Móbil Anti Distúrbios), do Exército Nacional e de militares à paisana, acusando e perseguindo a milhares de manifestantes e aos principais dirigentes.

A perseguição e as acusações contra as organizações sociais e populares que têm convocado a Greve Nacional Agrária e Popular tem-se materializado numa grave crise no que diz respeito aos direitos humanos, como fica claro nos seguintes fatos:

·         503 casos de violações aos direitos humanos individuais e coletivos em todo o país.

·         247 detenções arbitrárias.

·         303 feridos.

·         11 pessoas feridas com arma de fogo.

·         48 casos de perseguição e ameaças contra os manifestantes e líderes sociais.

·         9 mortes por causa de feridas por arma de fogo, dentre os quais encontram-se as seguintes pessoas: JUAN CARLOS LEON ACOSTA, assassinado o dia 26 de agosto no município de Fusagasugá, JOHNY VELASCO GALVIS, assassinado o dia 29 de agosto na localidade de Suba – Bogotá, CRISTIAN DELGADO, assassinado na localidade de Engativa (Bogotá) na mesma data, EINER MOSQUERA, assassinado no município de Coyaima – corregimento de Castilla – Tolima o dia 29 de agosto e um menor de 15 anos, quem não foi ainda identificado, no município de Rionegro, Antioquía.

 

Nos últimos dias também têm se apresentado acusações, assédios e detenções arbitrárias, dentre as quais se destacam as detenções dos nossos companheiros HUBERT BALLESTEROS e RUBEN MUÑOZ QUIJANO. Esses fatos são parte da grande atuação repressiva do governo nacional contra os líderes agrários e sociais que integram a Paralisação e Greve Nacional Agrária e Popular.

De outro lado, o dia de hoje o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em alocução oficial realizada em horas da manhã deu a ordem para a militarização de Bogotá e afirmou que fará a mesma coisa em qualquer zona onde for “preciso”, destinando 50.000 homens das forças militares para trabalharem juntamente com a polícia na garantia da mobilidade nas estradas do país, situação que torna evidente a grave crise humanitária que vive o país, caracterizada pela intensificação das violações aos direitos humanos e ao Direito Internacional Humanitário por parte da força pública.

Solicitamos a solidariedade de todas as organizações defensoras de Direitos Humanos de caráter nacional e internacional e as suas manifestações de repúdio às represálias contra os milhares de manifestantes que desde o dia 19 de agosto estão nas diferentes regiões do país exercendo seu legitimo direito ao protesto social e exigimos o cessar da criminalização contra as iniciativas de mobilização dos setores populares.

 

Atenciosamente,

 

COMISSÃO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DA MESA NACIONAL AGROPECUÁRIA E POPULAR DE INTERLOCUÇÃO E ACORDOS – MIA

Colômbia Resiste | Comunicado oficial Marcha Patriótica.

 

As camponesas e os camponeses, trabalhadores, donas de casa, indígenas, negros, desempregados, estudantes, jovens e cidadãos da Colômbia completamos já 12 dias de mobilizações, protestos e rebeldia na Paralisação Agrária e Popular. Com empenho e esperança, as ruas, as praças e caminhos da pátria têm se enchido de indignação perante as infames consequências do neoliberalismo no país O caminho de luta proposta pelo movimento camponês durante esse ano todo –junto aos cafeeiros, cacauicultores, produtores de batata e camponeses da região do Catatumbo– está sendo  seguido por pessoas que reclamam do governo soluções reais para as múltiplas tragédias experimentadas nas áreas da saúde, do emprego, da educação e da produção. Tragédias que têm sido geradas por décadas de privilégios para o grande capital nacional e transnacional. O caráter justo das exigências colocadas pelos camponeses, um dos setores mais atingidos pela lógica do neoliberalismo, tem provocado a maior solidariedade em âmbito nacional e internacional, mostrando que não é um problema setorial, mas do conjunto do país.

 

As e os protagonistas desse grande movimento social e popular que se expressa na Paralisação são homens e mulheres comuns. Saturados com a indiferença, indolência e repressão com as quais têm sido respondidas todas suas exigências durante décadas. Expressões organizadas do movimento popular, das mais diversas tradições, têm gestado, convocado e participado dessa grande dinâmica de protesto que abre as portas para a construção de um novo país. O movimento político e social Marcha Patriótica tem se somado ativamente ao processo; por se tratar precisamente de uma organização de base popular, tanto no setor rural como nas cidades, a organização luta cotidianamente para transformar as indignas condições de vida  sob as quais essas bases tem sido submetidas. As mais de 2.000 organizações que constituem a Marcha fazem parte do movimento social e popular que vem gerando não só protestos, mas especialmente propostas para resolver os problemas estruturais que hoje afetam as s maiorias do país.

 

A paralisação Nacional Agrária e Popular existe, é uma realidade inocultável e tem deixado claro que na Colômbia o movimento social vem se fortalecendo e crescendo a cada dia sem estar disposto a se conformar com promessas ao vento (vazias) por parte do governo nacional. É o conjunto do povo, do qual Marcha Patriótica é só uma das suas expressões organizativas, aquele que exige de Juan Manuel Santos soluções profundas e efetivas e não apenas medidas atenuantes. Porém, a resposta mais clara e evidente tem sido a maior e mais cruel repressão, dirigida por o Esquadrão Móbil Antidistúrbios –ESMAD– que tem atuado como um esquadrão da morte. Pelo menos 8 colombianos foram assassinados sem possibilidades de defesa durante essa semana. Centenas de pessoas têm sido feridas e detidas. A Polícia Nacional não só agride os manifestantes infiltrando-se durante as concentrações, mas acomete e atemoriza os cidadãos nas suas casas, disparando em meio as ruas desocupadas durante o toque de recolher.  A ordem de militarização de vários povoados e cidades, dentre elas Bogotá, assim como a arbitraria detenção do nosso companheiro Hubert Ballesteros, dirigente camponês, membro da Junta Patriótica Nacional e porta-voz da MIA, são uma demonstração do caráter da resposta governamental.

 

O avanço com o estabelecimento de uma mesa de diálogos na cidade de Tunja não pode ocultar que grande parte do movimento camponês tem sido dela excluído. De um jeito negligente e irresponsável Juan Manuel Santos decidiu hoje  levantar-se da mesa e ocultar  sua incapacidade para gerir a grave crise que se espalha pelo país, proferindo acusações esvaziadas  que não dão resposta às exigências populares. A mesma mão de Santos que treme timorata para assinar acordos com os camponeses é a mão que se ergue firme para lançar acusações temerárias contra a Marcha Patriótica e o conjunto dos setores mobilizados, colocando em risco nossa vida e nossa segurança. Se na última semana o presidente negou a existência da Paralisação Nacional Agrária e Popular, hoje procura desconhecer, com a velha prática do macartismo, todo um povo que é dela protagonista. Exigimos que o conjunto de organizações e processos participantes na Paralisação seja ouvido por meio do estabelecimento imediato de uma mesa de diálogo nacional para alcançar uma solução estrutural aos problemas.

 

O Povo colombiano continua convocando passeatas, marchas, concentrações, comícios e panelaços para demonstrar novamente que a Paralisação Nacional continua mais viva do que nunca e que está sendo construída por todos e por todas. A unidade popular continua se fortalecendo nas ruas e nos debates, para enfrentar o regime econômico e político que tem se mostrado incapaz de resolver os problemas que ele mesmo tem gerado. Só a unidade social e popular possibilitará a construção de uma saída digna para o conflito que vive o país.

 

 

Como Marcha Patriótica, parte ativa desse povo que sonha com um país melhor, continuamos e continuaremos participando e apostando na construção do movimento social, enfrentando a repressão e a perseguição. Chamamos todas as autoridades locais e nacionais, assim como o comando das Forças Militares para que cessem a repressão desatada pelo país afora. Responsabilizamos ao governo de Juan Manuel Santos pelas ações que possam decorrer dos anúncios feitos hoje, contra a vida e a integridade dos ativistas e dirigentes camponeses e populares, assim como de todos os cidadãos.

 

Para Juan Manuel Santos dizemos: dialoguemos, não mais delongas. Se quiser acabar com essa paralisação, dialogue com todo o movimento camponês. Se quiser a autêntica democracia receba a oposição política e social. A paz não pode ser uma pregação vazia, enquanto se comanda a repressão. A paz só será possível resolvendo, da raiz, (radicalmente) as exigências que hoje coloca o conjunto do movimento camponês, social e popular.

 

 

VIVA A PARALISAÇÃO AGRÁRIA E POPULAR!

VIVA O MOVIMENTO CAMPONÊS, SOCIAL E POPULAR!

EXIGIMOS A LIBERDADE IMEDIATA DE HUBERT BALLESTEROS!

 

 

Bogotá, agosto 30 de 2013.

 

MOVIMENTO POLÍTICO E SOCIAL MARCHA PATRIÓTICA.

COLÔMBIA RESISTE. COMUNICADO À OPINIÃO PÚBLICA

NACIONAL E INTERNACIONAL

Coordenadoria de organizações, movimentos sociais e políticos da Colômbia e segmentos em conflito.

 

1.      Reiteramos que a paralisação é Nacional, agrária e popular e que estão sendo apresentados documentos de demandas ao governo nacional. Nesta paralisação confluímos diversos segmentos sociais: transportadores, trabalhadores da saúde, estudantes, madres comunitárias, a Mesa Ampla Nacional Estudantil e o setor agrário (MIA e CNA). Rejeitamos enfaticamente as acusações expressadas pelo presidente Juan Manuel Santos direcionadas à Marcha Patriótica e, em geral, contra todo o movimento social e popular que hoje protesta na Colômbia.

2.      Todos os segmentos sociais na Paralisação Nacional estão dispostos ao diálogo e a buscar acordos, mas até esse momento não recebemos uma resposta clara por parte do governo de Santos; pelo contrário, o governo negou a existência da paralisação e o reconhecimento das justas demandas de todos os segmentos mobilizados. O governo não tem estabelecido qualquer contato para um possível diálogo com a Coordenadoria, e por isso a paralisação continua e seguirá crescendo. Nesse sentido, chamamos ao fortalecimento de nossas demandas sociais.

3.      Conforme a avaliação realizada com as organizações e comunidades que participam da Paralisação, não somos causadores nem protagonistas de desordem ou de violência. Claramente a violência é originada pelo Estado; as centenas de vídeos e fotografias que circulam pelas redes sociais, na mídia alternativa e comercial, mostram a atitude truculenta e hostil do ESMAD (polícia de choque) e inclusive das forças militares em todo o país. Trata-se de criminalizar a juventude e os estudantes, quem têm demonstrado disposição para o diálogo e compromisso de construir propostas. Na verdade, estamos no meio a um Estado de Sítio não declarado oficialmente.

Bogotá, 30 de Agosto de 2013.

Coordenadoria de organizações, movimentos sociais e políticos da Colômbia e segmentos em conflito.

Marcha Patriótica, Congreso de los pueblos, Mesa Agraria Nacional de Interlocución y Acuerdo (MIA – Nacional), Coordinación Nacional Agraria (CNA), Asociación de Camioneros de Colombia (ACC), Alianza por el Derecho a la Salud (ANSA), Asociación de Trabajadores Hospitalarios (ANTHOC), Coalición de Movimientos Sociales de Colombia (COMOSOC), Mesa Amplia Nacional Estudiantil (MANE), CUT e USO.

SALUDO DE SOLIDARIDAD DE MARCHA PATRIÓTICA CAPÍTULO BRASIL CON EL COMPAÑERO HUBERT BALLESTEROS

Septiembre 04 de 2013

 

Compañero Hubert,

 

Algunos de nosotros lo conocemos, otros lo hemos visto andando, comunicando, organizando; otros no conocíamos su rostro pero ya sabíamos de su trabajo, de su lucha de años para que la vida, en ese país que nos tocó vivir, sea más justa. Unos pocos, en cambio, lo conocimos cuando nos llegó la noticia de su detención. Pero todos y todas, reconocimos en la noticia las socorridas y sucias prácticas de represión que ya son tristemente célebres en Colombia para amedrentar, deslegitimar y disolver la movilización social, el pensamiento político crítico y los reclamos populares por equidad y dignidad.

 

Para FENSUAGRO, para el Movimiento Político y Social Marcha Patriótica, para la MIA y para la movilización popular de manera general, su detención es un duro golpe. El gobierno de Santos lo sabe, tal como lo sabía desde el gobierno de Uribe que él ayudó a mantener con esas mismas prácticas antidemocráticas. Mientras que para los líderes sociales se inventan pruebas y se hacen montajes judiciales con el fin de acallarlos, las pruebas de la represión de Estado no hay que buscarlas, esas no son un invento, esas saltan a la vista no solamente con detenciones arbitrarias, sino con las condiciones de vida de cientos de miles de personas que hoy se lanzan a las calles reclamando y rompiendo el miedo.

 

Los esfuerzos y los tiempos dedicados a desmontar esas falsas acusaciones son tiempos que el Estado violentamente le roba a la movilización popular. Además, los que acá estamos por falta de oportunidades y garantías políticas, académicas y económicas en Colombia y especialmente quienes perseguidos optamos por el exilio, sabemos que el terrorismo del Estado utiliza las detenciones también para minar y desgastar los ánimos en ese espacio profundamente político que es lo cotidiano; obligándonos injustamente a pasar las noches lejos del abrigo cálido de las personas que nos quieren y nos cuidan, sabiéndolas angustiadas. Impidiendo además días de trabajo y de diálogo directo con los compañeros y las compañeras comprometidos con las mismas causas sociales.

 

Pero algo sucede y es que luchas como la suya nos han ayudado a no sentirnos uno, sino a sentirnos muchos. O mejor dicho, nos han enseñado a sentirnos colectivos y cuando quieren confinar a uno de nosotros, sucede que lo multiplicamos, que empieza a circular por todos los lugares en donde estamos. Sabemos que eso no alivia el pesado tránsito de estos días, pero queremos que sepa que usted está también en estas tierras. Uno de los muchos carteles que estos días han llevado las personas a las calles le decía a esas fuerzas opresoras: ¡Su represión no nos atemoriza, nos argumenta!

 

Nosotros también queremos decir hoy que la injusticia en su contra no nos desmoviliza, no nos asusta, no nos acalla, nos da aún más argumentos para seguir reclamando y construyendo espacios más justos y mejores para todos y todas las que vienen.

 

¡Hasta pronto en las calles, hasta la victoria siempre!

 

¡Seguimos exigiendo libertad para Hubert Ballesteros!

 

Seguimos en marcha por la segunda y definitiva independencia de toda Nuestra América.

 

Fraternalmente.

 

Marcha Patriótica Capítulo Brasil

 

#liberenARodneyÁlvaez

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